sábado, janeiro 22, 2011

Josué, o flamenguista

Era segunda-feira. Eu estava na redação da Unisul TV quando o amigo Maurício (@vulgonunes) me falou sobre uma cena que ele presencia todos os dias, quando vai de ônibus pra casa. Talvez rendesse uma pauta, me disse. Um rapaz, morador do bairro Passo do Gado, em Tubarão, que fica na calçada balançando uma bandeira do Flamengo para todos que passam. Imagina a cena? Eu, claro, quis logo ver isso de perto.

Dia seguinte. Entre uma reportagem e outra, enquanto aguardava uma ligação, resolvi dar uma passadinha para conhecer o tal torcedor. Confesso que é longinho. Mas já no início da rua João Adolfo Corrêa é possível avistá-lo. Josué estava com camisa e calção do Flamengo. Nas mãos balançava uma toalhinha vermelha com o escudo do time. Era alegre. Sorria. Estacionamos perto. A rua é estreita. A faixa de calçada é curta e a proximidade com os carros é grande. Um tanto perigoso. Eu ainda saía do carro quandoe ele se aproximou de mim, levando a cadeira de rodas com dificuldade. Num primeiro momento eu não consegui entender nada do que ele falava. Com esforço os ouvidos se acostumam e a gente vai compreendendo. A minha surpresa foi como, apesar da dificuldade, ele é comunicativo. Puxa assunto. Me deixou até que bem à vontade. Disse que a mãe estava na padaria, que não ia demorar. Acho que conversamos por uns 15 minutos ali mesmo na calçada. 


Dona Glória - a mãe - se aproximou, descendo da bicicleta. Veio sorrindo na minha direção. Eu expliquei o motivo da visita e ela nos acolheu como se nos conhecêssemos há muito tempo. Nos convidou para entrar, e foi impossível recusar um pedido tão sincero. E eu que planejava gravar outro dia, fui desmontada pela acolhida e tamanha simplicidade. Pegamos câmera, microfone e resolvemos registrar o 'agora'. Afinal, qual é o papel do jornalista senão o de registrar o momento?

O resultado está aí.

Um beijo.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Na Zimba


O Müller me pareceu bem confiante. Até o dia da entrevista, 11, o Imbituba estava com 30 jogadores de linha e 4 goleiros. Ontem, 12, chegaram mais dois jogadores: Matheus (meia de 21 anos) e Cristiano (zagueiro de 30 anos). Tá certo que só tem 3 laterais (para a esquerda e direita), mas com a quantidade de gente que tem no meio, fica fácil suprir. Palavras dele.



sexta-feira, outubro 30, 2009

Crônica em sala de aula

Na aula de Redação Jornalística de ontem, o exercício era fazer uma crônica. O tema era livre. Aí vai a minha.

P.S. Como tenho recebido muitos comentários negativos, gostaria de esclarecer que a crônica não representa necessariamente minha opinião pessoal. É só um texto, ok? Dito.


Poupe-me do seu bom dia
 
Nunca fui do tipo afetiva e me custava levantar o braço para acenar a um conhecido, ou mesmo a um parente, sem importar o grau de parentesco. Por isso, não costumava sacudir a mão para dar um tchau, apenas abria e fechava a palma com os dedos o tempo suficiente que demonstrasse educação. Atravessava a rua para não ter que cruzar com os pseudo-conhecidos – ex-professores, ex-colegas – que me perseguem no supermercado, na porta giratória de algum banco, entre uma cabeça e outra no elevador.
Nunca sei se paro, cumprimento, com ou sem beijo, se digo um oi alegre, se tiro ou não os óculos escuros. Na dúvida, finjo que não vi e sigo em frente. Confesso aqui que já fingi não ter ouvido, mesmo quando o ‘psiu’ ou ‘ei’ vem seguido do meu nome. Também finjo que não ouço o celular tocar, quando imagino que seja algo ou alguém com quem eu não queira falar. Não sei, me tira do meu confortável estado de inércia.
Ultimamente tenho me sentido incomodada com uma situação. Todos os dias, quando ando a caminho do trabalho, cedinho, antes das 7 horas, cruzo com uma senhora que deve beirar os 60. Acho que trabalha em uma creche, mais além da minha casa. Não sei de sua vida, digo que deve trabalhar lá porque apenas os centros infantis já estão abertos àquela hora por aquelas bandas. Nunca conversamos, mas tenho dito ‘bom dia’ por educação, afinal, nos vemos todas as manhãs.
A tendência de que qualquer relação se desenvolva me assusta, por que, sinceramente, não sei onde a nossa vai parar. Experimentei caminhar pelo lado oposto da estrada, do outro lado da rua, algumas vezes, mas quase sempre acabo esquecendo e cruzo novamente com ela. Tentei também pôr os óculos escuros, mesmo em dias nublados, para evitar o contato visual, ou apenas fixo os olhos em algum ponto do chão, mas sinto suas bagas arregaladas atrás do grau, carentes e pedintes, esperando pelo meu bom dia.
É como o estranho que escolhe sentar-se justamente ao meu lado no ônibus, mesmo que estejamos só nós dois ali dentro. A vontade é de recolher as sacolas que ele me fez tirar da poltrona do lado e sair, bronqueada, procurando outro assento. Só que, mais uma vez, fico e resisto aos meus impulsos e reações herdadas de uma família tipicamente italiana. Falando em família, vez por outra me ponho a pensar se seria um traço de infância, um esgotamento afetivo por ter sido esmagada e afofada demais quando criança. Sei não.
Vou confessar outra coisa: acho que tenho é medo de que a dona que caminha pelas manhãs à minha espera me pare e aperte minhas bochechas como a vovó fazia, e diga também: ‘tá rosada, tá gorda, tá bonita, tá saudável’. Se isso acontecesse, juro que pularia no seu pescoço, sem dó ou respeito pela idade. Se eu tiver coragem, quem sabe um dia o faça, daí me livro do peso de desejar-lhe bom dia.


domingo, outubro 25, 2009

Viajante sobre duas rodas

Um dia desses entrevistei o ciclista Ryan Howard. Ele é natural do Canadá, tem 38 anos, e desde os 19 viaja pelo mundo de bicicleta.

video

terça-feira, julho 07, 2009

Coletiva íntima com Sérgio Vilas Boas

Coletiva com Sérgio Vilas Boas antes da palestra no 2º Plus - Festival de Comunicação da Unisul, em junho deste ano. Com poucos jornalistas na sala, sobra tempo pra perguntas de caráter curioso (e claro, fotos pensadas). E a recompensa? Uma lição de jornalismo literário no meio da entrevista.


terça-feira, junho 02, 2009

Te vejo na Irlanda, little dunkey!


Esse post é especial. Ele vai em homenagem ao meu companheiro de trabalho, colega de profissão e um amigo. Guilherme Corrêa, o cara que eu conheci, gostei, gostei de conhecer, conheci gostando, enfim. Dedicado repórter da Unisul TV, sempre o primeiro a chegar, e que na minha opinião faz matérias de economia como ninguém ali jamais fez. Ele parte para uma nova fase, jornada, aventura das mais loucas e invejáveis que alguém possa imaginar. Já largou o trabalho e dentro de pouco tempo vai de mala e cuia para a Irlanda. É, Irlanda! Bem, eu adoro a Irlanda, especialmente a capital. Tô curtindo essa viagem como se fosse minha. Então, vai nessa, little dunkey, aproveita Dublin - ou qualquer outro lugar de lá - por mim, por todos nós brazilians english speakers!! Beijos e boa sorte!
Ah, mais uma coisa. Achei que não tínhamos uma foto juntos, quando procurei aqui nos meus arquivos e encontrei uma da festa da tv, uma no Beto Carrero, uma na redação, uma da festa de depedida... Mas a vencedora foi aquela que tiramos com o pirulito gigante da lanchonete a caminho do Beto. Uuui, que vergonha!!

                                                  Guilherme Corrêa, pirulito gigante e eu

domingo, abril 26, 2009

Blog x Twitter

Blog com crises de ciúme. Tenho gastado mais tempo no Twitter que no SM.

A propósito: www.twitter.com/viviansipriano

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